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A vida, para mim, é um compromisso conosco mesmo e com o mundo que nos cerca.

"Deixar o mundo melhor do que quando o encontramos", essa é a consigna deixada por Baden-Powell e que procuro seguir.

Ser e contribuir para que os jovens sejam melhores cidadãos, mais críticos e mais participativos,com uma consciência ecológica mais ampla e mais ativa. Esses são caminhos para um futuro melhor que, espero, possa um dia ajudar a construir.

Parte desses objetivos, ou uma grande ferramenta para alcançá-los, é o "Escotismo".

O Escotismo foi fundado em 1907 por Baden-Powell. Em 1911 chegou ao Brasil. Eu conheci o escotismo aos 12 anos, em 1979 (depois de ter desejado conhecer por mais de 6 anos!!!).

Em 1982 fundei o Grupo Escoteiro Olave Saint Clair, de Betim. Hoje em dia não tenho como me dedicar aos encontros escoteiros, mas ainda vivo o escotismo como base de meus caminhos.

Um pouco de História.

O Escotismo é um movimento juvenil que tem o objetivo principal de contribuir na formação de melhores cidadãos, mais ativos, mais críticos e mais conscientes.

Através de atividades lúdicas, contribuimos para o desenvolvimento das habilidades físicas e intelectuais dos jovens, transmitindo valores morais e éticos necessários para que a sociedade se mantenha como um espaço digno de convivência.

Fundado em 1907 por um General inglês, Lord Baden-Powell, esse já centenário movimento se espalhou rapidamente pelo mundo, chegando ao Brasil em 1911. Está presente em quase a totalidade de países e territórios do planeta, sendo que em alguns países é, inclusive, obrigatório.

No Brasil existem mais de 60.000 escoteiros (e bandeirantes) divididos em 3 associações:

- UEB : União dos Escoteiros do Brasil. Fundada em 1924 com a união das entidades escoteiras anteriores.- FBB : Federação dos Bandeirantes do Brasil, fundada em 1919.- AEBP : Associação Escoteira Baden-Powell. Fundada em 2007.

Eu, desde pequeno, sempre ouvi falar do Escotismo e na minha família muitos riram de mim porque eu costumava dizer, quando tinha algum "problema" em casa: "eu vou fugir de casa, eu quero ser escoteiro...".

Mas ser escoteiro só aconteceu em minha vida aos 12 anos de idade, quando fui para Espanha (Madri) com meus pais e finalmente, em outubro de 1979, ingressei no Movimento Escoteiro, no Grupo Scout Olave Saint Clair, da SBP (Scouts Baden-Powell).

A primeira patrulha foi Águia, onde fiquei por pouco tempo, para logo depois, junto com outros amigos, fundar a patrula "Puma". Era a patrulha de gente mais jovem da Tropa (eu era o mais velho, com 12 anos, e os outros todos tinham apenas 11 anos de idade) e era a que vencia boa parte das atividades que exigiam mais habilidades do que apenas a força.

No dia 06 de julho de 1980 eu fiz minha promessa escoteira mas logo depois, em outubro de mesmo ano, me desliguei do Grupo porque minha família estava de regresso para o Brasil.

Dentro do avião, fiz uma promessa para mim mesmo: fundaria um grupo em minha cidade, com o mesmo nome daquele do qual participei do escotismo por primeira vez.

Quando voltei para o Brasil descobri que Betim, a cidade onde morava, não possuia grupos escoteiros. As cidades mais próximas, com grupos escoteiros, eram Belo Horizonte, Contagem ou Mateus Leme. Decidi ir a Mateus Leme, entrando no Grupo Escoteiro Moacir Jardim, coordenado pela Irmã Maria Abigail, uma freira de caridade invocada e difícil, mas amante do Escotismo e com uma energia invejável. Poucas semanas depois, fundei a Patrulha Castor, que era, nesse grupo com tantas dificuldades, imbatível.

Com a ajuda da Irmã Abigail comecei a realizar minha promessa de fundar um grupo escoteiro em Betim. Na escola, fiz amizade com o Carlos Alberto Cardiel Roca, o "Cuco", que logo se interessou pelo movimento. Nossa "febre" se espalhou para familiares e amigos dele, que já eram meus amigos também e, no dia 07 de março de 1982, menos de um ano e meio depois de chegar ao Brasil eu, com 15 anos de idade, era o principal articulador da fundação do
O único problema era que, com a idade que eu tinha (15 anos recém cumpridos), já não podia ser escoteiro e fui colocado na chefia, porque era, naquele momento, a pessoa que mais entendia sobre escotismo e todo o adestramento usado pelos escoteiros.

No ano seguinte, fundamos a Tropa Sênior e pude, finalmente, voltar a ter uma patrulha. Foi nesse dia que fundamos a Patrulha Gavião, que também marcou a história da Tropa com participação digna tanto dentro quanto fora do grupo. A Tropa Sênior do GEOSC, nessa época, era exemplar em todas as suas atividades.

Em algum momento de 1985 eu recebi o certificado de "Escoteiro da Pátria", grau máximo dos escoteiros sêniores para, logo depois, sair do Grupo e entrar para ajudar no Grupo Escoteiro Joseph Rodrigues Betim, como chefe de Tropa Sênior e Sub-chefe de grupo. Era um grupo muito pobre, com precárias condições e eu, dividido com meus afazeres profissionais, pouco pude fazer, me desligando desse grupo em poucos meses. Hoje em dia esse grupo não existe e, em Betim, surgiu, faz pouco tempo, outro grupo com o mesmo nome.

Estive afastado do movimento por questões profissionais durante longo tempo. Hoje em dia, a chefia do GEOSC me possibilita ser membro do grupo mesmo na distância. Aproveito o tempo e a oportunidade que tenho de viajar pelo mundo para conhecer mais sobre escotismo: visitando locais "históricos" do movimento, visitando museus escoteiros, visitando ou contactando grupos.

Com as possibilidades que meu trabalho me oferece, tenho colecionado um sem fim de artigos escoteiros, com o objetivo de criar, na minha volta ao Brasil, o Museu Escoteiro.

Museu Escoteiro.


A idéia do Museu Escoteiro surge com a vontade de divulgar o movimento escoteiro, tornando-o mais conhecido e próximo da população.

Acredito que o movimento escoteiro pode ser um alicerce importante para a construção de uma sociedade mais justa, mais digna e mais humana.

Alguns pontos básicos do projeto "Museu Escoteiro":

- Itinerância. O Museu deve ter estrutura auto-suficiente e prática para que possa viajar pelo Brasil e estar o mais próximo de todos os escoteiros do país. Verificar possibilidades de parcerias para transporte e locais de exposição.

- Manutenção do arquivo como "propriedade privada". O acervo do museu deverá permanecer como propriedade de seus donos de direito; o museu - ou a entidade que o promova - não será proprietário do acervo, apenas cuidará do mesmo, preservando-o e realizando as atividades do museu, ou seja, o museu possuirá o direito de uso e não o direito de propriedade.

- Legalidade. Para a existência do museu devemos criar uma "OSCIP" ou similar, ou, ainda, associar-se a uma que permita realizarmos nossas atividades, amparados por lei, de tal forma que também possamos celebrar convênios e parcerias.

- Dinamismo. O museu não poderá apenas ser um espaço de exposição. Atividades deverão acontecer sempre que possível. A idéia é que se celebrem, com os visitantes, atividades ao estilo de reuniões escoteiras, tendo como tema a ecologia e a cidadania. As patrulhas dessas atividades deverão, sempre que possível, serem coordenadas por um monitor e um sub-monitor escoteiro.


OBJETIVOS GERAIS:
- Promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico.
- Defesa, preservação, conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável.
-
Promoção do voluntariado.
-
Promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores universais.

BASES DO PROJETO:


O museu escoteiro é um museu itinerante que, mais do que contar a história do escotismo, nos mostra um pouco das curiosidades sobre o movimento, seus objetivos objetos diversos e seus ensinamentos. Também destina-se a promover a boa cidadania e a consciência ecológica.

Além de itinerante, é um museu vivo, participativo, com atividades para seus visitantes.

O museu possui em seu acervo objetos diversos divididos na seguintes seções:

1 – Biblioteca.

1.1 – livros sobre escotismo.
1.2 – livros que utilizem o escotismo como tema.
1.3 – revistas e periódicos.
1.4 – Apostilas e afins .
1.5 – Vídeos, filmes, DVS ou outro material audiovisual sobre escotismo (ou não).
1.6 – Outros materiais de temática escoteira destinados a biblioteca.
1.7 – livros não escoteiros mas de temas de interesse.

2 – Uniformes.


2.1 – uniformes completos.
2.2 – Distintivos.
2.3 – Lenços.
2.4 – Cintos.
2.5 – Arganéis.
2.6 – outros (gravatas, bonés etc.).

3 – Objetos.


3.1 – Objetos escoteiros diversos.
3.2 – Objetos e utensílios de acampamento.
3.3 – Objetos curiosos.
3.9 – Objetos não escoteiros.

4 – Filatelia.


4.1 – Selos.
4.2 – Folhas.
4.3 – FDC.
4.4 – Envelopes diversos.
4.5 – Carimbos.
4.6 – Selos 2007. Seção especial para selos lançados no ano do centenário.
4.8 – filatelia escoteira variada.
4.9 – Filatelia não escoteira.

5 – Gráfica.


5.1 – Postais.
5.2 – material de divulgação (folhetos, cartazes etc.).
5.3 – material informativo elaborado pelo museu.
5.4 – Fotos.
5.9 – Material gráfico variado.
5.9 – Material gráfico variado e não escoteiro.

6 – Jamboree – Seção Especial.


Material ligado aos Jamborees.

7 – Material não escoteiro.

Todo material sobre cidadania, ecologia, meio ambiente, viagens etc.

Projetos Especiais.

Além de todo acervo para exposição, o museu possui seus projetos especiais.

A – Lenço do museu. O lenço do museu também poderá ser presenteado a alguém, por ação de agradecimento ou similar. O lenço terá, na parte de trás, o símbolo escoteiro, que mudará de acordo com o ano e a função que exerce. O lenço também será diferente para cada funcionário, a saber:
1 – lenço todo xadrez, com símbolo base, para diretoria e agraciados especiais;
2 – lenço verde com a listra xadrez e símbolo anual atrás, para agraciados.
3 – lenço verde com símbolo anual atrás (contendo listel de definição) para participantes e visitantes.

B – Sub-campo modelo. (um sub-campo antigo e um moderno).

C – Atividades escoteiras paralelas.

D – Sala de vídeo.

E – Produção e confecção de distintivos para eventos.

F – Produção e confeccção de produtos escoteiros.

G – Loja escoteira.

H – Recepção de escolas.

I – Produção de vídeos escoteiros.

J – Website do museu.

L – Maquetes.

M – Campo-escola.

MUSEUS ESCOTEIROS NO MUNDO:

NATIONAL SCOUTING MUSEUM BSA – UNITED STATES.
http://www.bsamuseum.org/

VIRTUAL BOY SCOUT MUSEUM.
http://www.boyscoutstuff.com/

INTERNET SCOUT MUSEUM
http://www.internetscoutmuseum.com/

Ten Mile River Scout Museum.
http://www.tmrmuseum.org/

INTERNATIONAL SCOUTING MUSEUM. Las Vegas. Nevada. U.S.A.
http://www.boyscoutmuseum.com/

MUSEO SCOUT BADEN-POWELL. Córdoba, Argentina.
http://www.museobadenpowell.com.ar/

Parque Ecológico.

Um de meus objetivos é poder comprar, em Minas Gerais, uma área onde possamos implementar um "campo-escola" tanto para escoteiros quanto para atividades diversas ligadas ao desenvovimento da Consciência Ecológica através da Educação Ambiental, usando para isso uma série de atividades e espaços lúdicos,principalmente para jovens (escolas, grupos juvenis etc) mas, também, para grupos de adultos que queiram vivenciar essas experiências.

Eu já trabalhei em 2 espaços simples, por pouco tempo: a "Terra do Saber" e o "REMAR - Recanto Marista". Em ambos, usávamos Teatro, Circo e atividades ao ar livre (baseadas no Escotismo) para ajudar na educação dos jovens visitantes.

Também visitei diferentes espaços na Oceania e Europa, a fim de visualizar mais possibilidades, espaços que convidam o jovem a ter contato com a natureza, de maneira ativa e divertida.

Acredito que uma consciência ecológica passa pelo caminho de: "conhecer para se relacionar, se relacionar para gostar, gostar para amar, amar para respeitar e respeitar para proteger."

Estive olhando áreas que me parecem simbólicas ou que conheci, e cheguei a conclusão de que um tamanho ideal seria de uns 50 a 100 hectares, sendo apenas uns poucos hectares usados para a hospedagem, para colocar equipamentos, brinquedos etc e a maior parte de mata nativa onde possamos fazer acampamentos, curtir e observar a natureza. Escolhi Minas Gerais por ser, além do estado que amo, um lugar estrtégico e com excelentes lugares ainda por cuidar, de Mata Atlântica, se possível. As regiões que mais me interessam são no Circuito das águas ou na Região Histórica entre São Jonao del Rei e Juiz de Fora. Estrategicamente localizadas no meio do Triângulo entre Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

Quando seja possível, a infra-estrutura deverá contar com lagos, piscinas, quadras etc.

Tenho um projeto desenhado, em 12 etapas, para chegar aos objetivos finais.

Mas, a primeira etapa, que é a compra do terreno, ainda está um pouco longe....